terça-feira, 21 de agosto de 2007

Como dizer-lhe?...









Não encontro razão para não lhe dizer
Contar-lhe as noites em que sonho com ele
As tardes que passo a imaginá-lo
Um primeiro beijo um olhar cúmplice
Silêncio no ar e apenas os lábios a tocarem-se
Não encontro razão para não lhe dizer
Que vivo a sonhá-lo aqui
O seu abraço, o seu cheiro
Quero dar-lhe a mão e dançar
Sentir o ritmo do seu corpo guiando-me
Como me tem guiado nos sonhos
Sonhos que sonho acordada
Recordando cada detalhe dele
O som da sua voz ecoando em mim
Como um segredo murmurado
Não encontro a razão para não lhe dizer
Mas também não consigo soltar a voz
Quando junto dele estou, corpo com corpo
(Quase) Como nos meus sonhos
Fica a esperança que me leia o olhar
Porque esse não o escondo... não dele!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Desvenda, entende o meu coração...

Tenho um segredo para te confessar. Mas deixarei que o silêncio fale por mim.
Escuta o ir e vir das ondas desse nosso mar. Entreguei-lhe os meus pensamentos e ele entende a mudez da minha voz.
Ouve a brisa marítima com atenção. Ela conta-te, em murmúrios, as letras dos meus sentimentos.
Toca ao de leve as areias à beira mar. Nelas se esconde a profundeza da minha alma.
Do alto de um penedo, essa rocha da minha alma, observa a luz do farol. Ele guiar-te-á até aos meus pensamentos de ti.
Vê as gaivotas que voam. Elas carregam nas asas a força do meu afecto.
Olha ao longe um barco, de velas ao vento. Descobre no seu convés uma preciosa carga: o meu coração com o teu nome escrito.
As marés vão e voltam; a bruma cai e levanta; a espuma das ondas dissolve-se na areia.
Que todos esses momentos te digam, em segredo, que és meu, amor. E que em nenhum instante deixarei de ser tua. Gosto de ti!

domingo, 19 de agosto de 2007

Procurei-te

Hoje procurei-te no sol que brilha lá fora.
Tentei encontrar o teu rosto no mar, na areia da praia, até nas rochas que as vagas acariciam.
Quis ouvir o teu riso na música que sempre me acompanha.
Olhei as crianças no jardim e pensei ver-te sentado naquele banco.
Quis e esperei que a brisa me trouxesse o teu cheiro...
Hoje procurei-te em todos os sítios errados.
Tentei ver-te em todos os locais onde não estás.
Mas acabei por encontrar-te:
Em mim, como sempre.

sábado, 18 de agosto de 2007

Se calhar és tu


Se calhar és tu,
porque me fazes sorrir quando te vejo,
porque sonho que te beijo,
porque gosto de ti.

Se calhar és tu,
porque te anseio,
porque te espero sem perceberes,
porque sinto a tua falta aqui.

Se calhar és tu,
porque contigo os meus olhos brilham,
porque os teus me encantam,
porque gosto de olhar para ti.

**

hoje acordei para um dia de suposta pasmaceira...
acordei como todos os dias, mas hoje,
sem a esperança de te ver... Não era suposto.
Mas... :) Um pouco depois... Lá estavas tu!
para me alegrar a mente e me fazer bater o coração,
para me fazer respirar e dar força para o dia!
Adoro-te!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Ouve-me... mesmo sem que eu fale...


Ouves?
Consegues ouvir?
É a tentativa do meu coração voltar a viver!
É o vento, a terra, o céu e o mar a dizerem o quanto gosto de ti.
Olha,
olha-me nos olhos e vê eles a declararem-se a ti
e a minha voz a calar-se para se tornar num beijo,
reclamo com o tempo, reclamo com a distancia.
Para que tanto um como outro sejam mais meigos.
Sinto a tua falta,
muito antes de saíres do pé de mim
quero-to de novo nos meus braços,
antes de tu os deixares
deito-me no leito de lembranças
lembrando-me de todas as maluqueiras que temos...
ahhhhhhhhhhhh!!
Eu quero mesmo, pronto!
Queria te dizer...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Mundo caótico

ontem adormeci no mar
em cima das ondas

hoje acordei sem luz
ao lado tinha a minha sombra

ontem o mundo era caótico, as pessoas tinham dúvidas, havia sonhos - e alguém que me ensinou a sonhar
hoje o dia é organizado e aborrecido, o enjoo das manhãs iguais, sem estilo, sem amor

parece que para vivermos, temos que estar mesmo num [mundo caótico]... sem estarmos no meio do caos... os sonhos desvanecem-se e a pasmaceira ataca...
vivo neste [mundo caótico], onde vejo, penso, sonho, ambiciono, quero!
é aqui que tenho dúvidas, sonhos - e alguém me vai ensinando a sonhar...
continuo a viver neste [mundo caótico], lutando pelo que quero... e quero muito!, admito.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Dias cinzentos...


há dias em que dá para nos sentirmos ruínas do que fomos
do que construímos
e do que mostramos por aí...
há dias cinzentos, castanhos, poluídos, vazios.
há dias em que não sei mais o que tenho, sou, faço.
é como não ter paredes mas ter tecto.
e nunca ter nada afinal...

é verão e a chuva cai...
o dia está cinzento, mesmo!
o corpo mole, preguiçoso
apenas sei o que quero...
e não tenho!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

(escondida no vazio)


Um dia estava aqui, onde estou neste preciso momento, em frente a qualquer coisa, ao lado de uma outra, atrás de muitas mais... e pensei escrever sobre mim, queria "ser em mim". Desde esse momento de puro delírio intelectual e não sei mais o quê sofri, chorei, ri exageradamente, pensei, ouvi, li pouco, olhei e vi, caminhei, recuei, delirei, desisti, desesperei, etecetera, etecetera. Este ser que vos anda a atormentar com palavras tem sido muitas coisas, até por vezes feliz. Esta tontinha tem vivido de saudades e de momentos, tem-se esquecido das pessoas, tem-se esquecido principalmente de ser, e do seu ser... para pensar em apenas uma pessoa...
Ai... eu gosto memso... e agora??

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

és assim,... como eu queria


é uma pessoa que quis conhecer, tinha vontade de ir falar com ela, contar-lhe coisas do meu dia, sussurrar-lhe segredos, inventar mentiras fantásticas para ela, contar-lhe histórias com mensagens suspensas, dizer-lhe tudo o que me apetecesse, brincar com ela até ser eu a cansar-me das minhas brincadeiras, gozar com ela, tratá-la inteligentemente mal, querer-lhe bem demais, sentir saudades dela, gostar dela, ter a oportunidade de a amar e sentir perto, tocar-lhe ao de leve no rosto, despentear-lhe o cabelo, olhar directamente para os seus olhos à distância suficiente para me sentir atrapalhada, olhá-la e ela perceber, sonhar com ela, dizer-lhe que gosto dela e ouvir uma resposta, fechar os olhos e ela estar lá como realmente é para mim. existe, sim, e assim! não estou a inventar, e desejo-o! (como a novas cores nas folhas de outono).

domingo, 12 de agosto de 2007

Valerá a pena?

Escrevo com pena.
Exponho pensamentos.
Desperdiço palavras.
Será que tudo vale a pena?

"Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor."

(Fernando Pessoa)

Fernando Pessoa.
Um clássico!
Sempre uma inspiração.

sábado, 11 de agosto de 2007

Olhar para ti...



Há um vazio diferente: tenho algo não correspondido dentro de mim, e não tenho sono. Há uma atracção que não percebes... Pergunto-me: porque é que eu gosto de ti? És só aquela pessoa que eu quero há muito tempo e nunca procurei, é estranho demais isto!
Gostava que visses, sem eu ter que dizer...

Olho, olho e volto atrás para mais uma vez olhar para ti. Até no meio da escuridão te procuro. Queria dizer-te que gosto dos teus olhos, do teu andar cheio de estilo, da tua capacidade de perceber com um olhar ou com alguma coisa que estes rubores te dizem, das tuas t-shirts pretas e justas, do teu ar por vezes petrificante, de ouvires música como eu, de estares atento, de parecer que olhas para mim, de olhar sem fim para ti... Gosto do teu ar responsável, que realmente acho que és... Mas o que eu queria mesmo era estar contigo: para gostar a sério ou deixar de olhar. Já me esquecia de falar nas tuas cores, no fumo do teu cigarro, a capacidade de estares sozinho no mesmo espaço em que eu também estou, de estares rodeado de tanta gente que me assusta e me faz insegura, o não ter sequer a certeza do que faço, o conseguir reproduzir o teu rosto quando não posso ver-te, o querer-te e isso atormentar-me por parecer tão maluco gostar de alguém sem dizer, apenas com o olhar (falar)...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Noite de amor xD

Satânico é meu pensamento a teu respeito E ardente é meu desejo de apertar-te em minhas mãos, Numa sede de vingança incontestável pelo que fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor. Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos Até nos mínimos lugares. Eu adormeci. Hoje, quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, Mas em vão. Deixaste no meu corpo e no lençol provas Irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo para, na mesma cama, Te esperar. Quando chegares, quero agarrar-te com avidez. Quero apertar-te com todas as forças de minhas mãos. Não haverá parte do teu corpo em que meus dedos não passarão. Só descansarei quando vir sair sangue quente do teu corpo. Só assim, livrar-me-ei de ti­... Mosquito filho da puta.....!!!